Lembro-me que foi paixão à primeira vista ver aquele reluzente carro negro, com lanternas estriadas e grandes faróis retangulares com duplo refletor ladeando uma tradicional grade cromada na capa da revista Quatro Rodas de 1990 (apesar de que era fácil se apaixonar pelas sensacionais fotografias das capas da revista no inicio da década de 90)

Era uma Mercedes-Benz 190 E 2.3-16 (185cv, 0-100km/h em 7s5 e máxima de 230km/h), que foi lançado em 1983 e seus protótipos foram exaustivamente testados, batendo vários recordes de resistência.
Seu motor foi desenvolvido em conjunto com a empresa britânica Cosworth para o Campeonato Mundial de Rally, mas acabou sendo utilizado na DTM (Campeonato alemão de carros de turismo) e virou um motor de produção regular.

Este carro trouxe a Mercedes-Benz de volta as competições automobilísticas (desde o fatídico acidente nas 24 horas de Le Mans de 1955 a fábrica alemã oficialmente não competia). Como o regulamento da DTM exigia a produção limitada para uso em rua dos carros que competiam, a Mercedes apresentou em 1989 o 190 E 2.5-16 Evolution (204cv, 0-100km/h em 7s2 e máxima de 235km/h), com alterações no motor, suspensão, freio e estilo (com pára-lamas alargados e aerofólio maiores) para encarar o novo arquiinimigo de DTM, a BMW M3 Sport Evolution.

Em 1990 foi mostrado o 190E 2.5-16 Evolution II (235cv, 0-100km/h em 7s1 e máxima de 250km/h). Seu destaque era, além do aumento de potência, seu enorme aerofólio traseira regulável, spoiler no vidro traseiro e rodas Speedline de 17 polegadas. Preparado pela AMG, a versão de competição conseguiu ser bicampeã na DTM (1991 e 1992).

O ótimo blog AUTOentusiastas conta a fundo a história deste envenenado Baby Benz. Clique na imagem para acessá-lo.

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