Os esportivos Puma, com seus desenhos conectados a Áurea Esportiva de meados do século passado, possuem sua origem nas competições: em 1964 o DKW-Malzoni (a razão social Puma ainda não tinha sido adotada nesta época) foi exclusivamente projetado para as pistas de corrida, foi vencedor do GP Taça das Américas (SP) e dos 500 Quilômetros da Barra da Tijuca (RJ) no mesmo ano.

O AM4 “Nechi” é o ultimo Puma a competir com apoio oficial da fábrica. Os responsáveis por seu desenvolvimento técnico foram a Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) e a Alfa Metais (proprietária da Puma na época).

Seu peso é de 760 kg e possui motor VW AP1800 movido a álcool com preparação Berta, a mesma preparação que era utilizada nos monopostos da Fórmula 3 SUDAM daquela época. Outras peças que também vieram dos Fórmula 3 Sul-Americanos foram o câmbio inglês Hewland, a embreagem hidráulica, o diferencial auto-blocante, a suspensão tipo in board,  rodas com sistema de cubo rápido e pneus slick Pirelli Corsa P7.

Com potência estimada em 198cv, alcança a velocidade de 243 km/h e o tempo de aceleração de 0 à 100 km/h é por volta de 6 segundos. Ótimos tempos para um Puma sem sobrealimentação no motor. O interior espartano de um verdadeiro carro de competição ajuda o Puma a obter estes resultados.

Começou sua carrera nas pistas em 1992, foi recordista e vencedor em autódromos como o de Londrina, Curitiba, Cascavel e campeão das “Três horas de Interlagos” de 1993 ( categoria motores até 2000cc).

Hoje, o Puma AM4 “Nechi” encontra-se guardado em Curitiba por um dos seus preparadores.

IMAGENS: Puma Club do Brasil

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