Desculpem-me pela ausência de novos posts. Encontro-me sobrecarregado de tarefas e infelizmente não estou possibilitado em dar a atenção merecida ao nosso querido Blog.

Hoje, comento sobre mais um veículo que possui em seu projeto, influencia direta da engenharia aeronáutica: o Hispano-Suiza H6C Xenia.

Foi criado como uma evolução do já avançado (para época) modelo H6 da marca Hispano-Suiza. O aviador Frances Andre Dubonnet, após competir com um H6 na Targa Florio, apresentou e testou no Xenia: o estilo de desenho com formas fluidas Streamline, reuniu o conceito de interior que guardava semelhança com uma cabine de avião, portas que se abriam paralelamente ao veículo e o experimento de um tipo de suspensão independente. A carroceria foi construída pelo carrozzieri Saoutchik e finalizado em 1938.

O nome do fabricante deste veículo é uma salada de nacionalidades: Hispano vem dos seus fundadores, um grupo de empresários espanhóis liderados por Damián Mateu e Francisco Seix. A direção técnica dos projetos era do engenheiro suíço Marc Birkigt, que completa a nacionalidade Suiza do nome.  Mas não foi nem na Espanha e nem na Suíça que foram produzidos os mais famosos, elitizados e desejáveis carros deste fabricante: foi na França (que em 1910 era o centro do automobilismo mundial) que a marca obteve seu maior sucesso e excelência automobilística.

Uma cegonha em pleno vôo era o símbolo da fábrica, inspirado no desenho estampado na fuselagem da aeronave de um dos maiores ases da 1a Guerra Mundial, George Guynemer (que usava motor Hispano-Suiza em seu avião).  O Esquadrão de Caça Frances herda a tradição de carregar a mesma cegonha em suas aeronaves até os dias hoje.

Esta obra de arte sobre rodas, que pode alcançar velocidade acima 200 hm/h, faz parte do acervo do Californiano Museu Mullin, dedicada à preservação dos carros franceses da década de 1930.