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É difícil alguém que realmente goste de automóvel e mecânica não se surpreenda e se sensibilize com a história da Fórmula 1, da Alfa Romeo e da Ferrari, que continuou o legado triunfante da Alfa e a paixão italiana na modalidade.

Para desperta nova ou pueril paixão pelos longínquos monopostos do inicio e metade do século passado, recomendo o texto impecável elaborado pelo colunista do Blog AUTOentusiastas André Dantas.

Clique na imagem para acessar o texto e boa leitura.

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Este Ferrari 250 Europa Vignale Coupe 1954 foi revelado e premiado no Concorso d’Eleganza Villa d’Este 2012. Atualmente pode parecer visualmente estranho, mas imaginar ele dividindo espaço nas estradas com automóveis comuns da década de 50, principalmente com as “banheiras” americanas, concordaremos de imediato que ele possuiu perfil de superesportivo.
Era um dos maiores Gran Turismo do período. Personalizado pelo Carrozzeria Vignale, forneceu a carroceria de aparência agressiva, sobre chassi de um instável e nervoso Ferrari praticamente de corrida, mas com interior luxuoso e confortável para seus passageiros.

Possui dianteira semelhante à de carros Grand Prix da sua época (atual Formula 1), algo que até hoje é repetido: compare a frente de um Ferrari Enzo com um contemporâneo F-1 e concluirá que são parecidos.
O bico do carro de Formula 1 passa uma identidade de esportividade para a dianteira do Enzo, informando visualmente que possuem o mesmo DNA. Esse mesmo tipo de informação visual foi anexado pelo Vignale nos Ferraris que competiram a Carrera Panamericana do início da década de 50 (uma das corridas em estrada mais perigosas da história do automobilismo) e que inspiraram o desenho final deste que é um dos dois 250 Europa Vignale Coupe fabricados.

Fora lançado junto com o modelo 375 America, de motor V12 mecanicamente idêntico, todavia com maior cilindrada e potência. Iniciou uma das mais expressivas séries de esportivos, que ajudou a estabelecer o patamar de excelência que o Ferrari possui atualmente.
Este exemplar, de chassi número 0313EU, foi encontrado abandonado em um galinheiro nos EUA e pessoalmente restaurado por um engenheiro aposentado suiço especializado em Ferraris Vignale.

Fonte fotográfica: eGarage

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Se você acha que o bastardo que estou me referindo é o Dino 206 GT, enganou-se. Apesar do Dino ter sido fabricado sob o mesmo teto que os superesportivos da Casa de Maranello e não possuir autorização de exibir o emblema do cavalo negro em sua carroceria, anteriormente existiu um pequeno Gran Turimo que obtinha em cada uma de suas peças o DNA Ferrari, mas não se tornou uma realidade no mercado através do maquinário e das mãos dos operários de Enzo Ferrari.

Na década de 60, a Scuderia Enzo Ferrari Auto Corse tinha projetado um diminuto chassi que seria idêntico ao do Ferrari de competição 250 GTO se as medidas fossem proporcionais a ele. Surpreendentemente, o motor 4 cilindros em linha que o equipava era exatamente a redução de um terço do motor V12 do GTO. Foi desenvolvido de olho no lucrativo mercado de esportivos pequenos e de baixa cilindrada que fazia sucesso entre os jovens daquela época, mas o departamento de vendas da Ferrari S.p.A. desaprovou o projeto e não permitiu que um de seus produtos fosse relacionado a classe  de esportivos acessíveis.

Simpático ao projeto, Enzo Ferrari (que utilizava um protótipo do projeto como veículo pessoal), encomendou a criação do desenho do carro a Carrozzeria Bertone e tentou vender o projeto completo a Beretta. Não teve sucesso em convencer um retorno da marca de armas de fogo ao mundo automobilístico.

O projeto foi finalmente vendido para a Autocostruzioni Societa per Azioni, que tinha como sócios: Giotto Bizzarrini (ex-engenheiro da Ferrari), Oronzio De Nora (industrial milanês do setor eletroquímico e grande cliente da Ferrari), Giancarlo Baghetti e Lorenzo Bandini (pilotos da Scuderia Ferrari de Fórmula 1). O resultado final do projeto foi batizado de ASA 1000 GT.

Foi ovacionado pela a imprensa especializada, tanto pelos seus avanços técnicos como pelo seu excelente desempenho em estradas, mas não obteve sucesso de vendas, mesmo possuindo o motor de 1000cc mais potente da época. Seu preço era alto e comparável à esportivos com maior cilindrada e desempenho.

Se o renegado ASA 1000 GT exibisse o brasão de sua verdadeira família, provavelmente o período de fabricação (3 anos) e o volume de veículos fabricados (cerca de 75 exemplares) seria maior.