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Com o fim da II Guerra Mundial o automobilismo europeu retomava suas atividades auxiliado por pequenas empresas da Itália, país onde reunia as famosas corridas Mille Miglia e Targa Florio, que ofereciam aos pilotos amadores europeus veículos de competição com preços acessíveis, baixo consumo de combustível e de fácil manutenção. Estes veículos são chamados pelos especialistas de esportivos italianos de “Etceterini”, os quais obtiveram sucesso no mercado europeu e norte-americano.

Superando todas as dificuldades do pós-guerra, os Etceterini eram produzidos em grandes oficinas ou em garagens que cabiam apenas o carro a ser construído. A estética era baseada em estudos aerodinâmicos adiados pela guerra, que exaltavam elementos como faróis e para-lamas embutidos a carroceria. A mecânica priorizava o baixo peso e motorização de baixa cilindrada, que variava entre 750 a 2000cc. Este conjunto proporciona dirigibilidade sensível, rápida e divertida para quem os pilota.

Entre os diversos modelos produzidos entre as décadas de 1940 e 1950, estas não tão famosas marcas fabricavam belos Gran Turismos, saídos dos mais importantes carrozzieris italianos:

Cisitalia 202 1947-1952

Seu nome deriva de “Consorzio Industriale Sportive Italia”, criada em 1947 pelo piloto amador, ex-jogador de futebol e industrial têxtil Piero Dusio, com a colaboração de Carlo Abarth, que muito auxiliou na fundação da Cisitalia antes de iniciar sua própria empresa, a Abarth & C.

O modelo 202 é considerado por muitos como o primeiro GT moderno. Inclui em seu desenho o que existia de mais avançado na sua época e fez muito sucesso. Foi gerado através de um desejo de Dusio, que queria um carro ” grande como o um Buick, baixo como um Grand Prix (Formula 1 da época), confortável como um Rolls-Royce e leve como seus monopostos”.  Projeto iniciado por Giovanni Savonuzzi, engenheiro da Cisitalia, foi concluído por Battista “Pinin” Farina e produzido por Pininfarina, Vignale e Stabilimenti Farina.

Este Cisitalia 202 faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York: reconhecido como obra de arte.

 

 

Abarth 205 Berlinetta 1950-1951

Após liquidação da Cisitalia em 1949, Carlos Abarth deu continuidade a alguns projetos da empresa que foi colaborador, adotando junto com a Vignale sua interpretação do Cisitalia 202: o Abarth 204/205 Berlinetta. Neste Gran Turismo foram utilizadas algumas soluções avançadas da Porsche, parceira de longo tempo de Abarth, entre elas a suspensão com barra de torção. Com um histórico de muitas vitórias em competições, o modelo foi vitrine para promover a marca Abarth & C.

Versão aerodinâmica que competiu à edição de 1950 da Mille Miglia e não terminou a corrida.

 

 

Siata 208 CS Berlinetta 1952-1953

Após ter suas instalações bombardeadas na II Guerra Mundial, a Siata (Società Italiana Applicazioni Trasformazioni Automobilistiche) se reergue triunfantemente, fabricando um refinado carro no ano de 1950, com suspensão independente nas quatro rodas, molas helicoidais e braços sobrepostos. Este carro é o modelo 208, projeto do engenheiro e designer Rudolf Hruska, que participou da fabricação do aclamado Cisitalia 202. O carro possui sofisticado comportamento dinâmico, superior aos concorrentes de consolidas marcas de esportivos, como Jaguar e Ferrari; motor V8 de 2000cc, fornecido pela FIAT em beneficio da parceria de ambos os fabricantes no desenvolvimento de projetos em comum.

 

 

O.S.C.A. MT4-2AD Berlinetta 1950-1955

A “Officine Specializzate Construzioni Automobile” foi criada em 1947 pelos irmãos Bindo, Ettore e Ernesto Maserati após dez anos da venda da Maserati, por dificuldades financeiras. Mesmo perdendo o direito de usar o próprio nome, eles resistiram e exerceram seu talento com independência.

Seus maiores sucessos nas competições vieram através do modelo MT4, que dominou a prova “12 Horas de Sebring” de 1954 com o lendário piloto Stirling Moss, aumentando o prestígio da marca no mercado americano. Obtendo sucesso em outras corridas de longa duração, como a Mille Miglia (conquistando o primeiro lugar em sua categoria na edição 1956) e Targa Floria, foi entre os Etceterini, um dos mais vitoriosos em competições de seu tempo. A coachbuilders Vignale disponibilizava em 1955 o MT4-2AD Berlinetta, um Gran Turismo que herdou a mecânica vitoriosa do “Maserati Tipo 4”, o puro-sangue italiano que impressionou Moss.

 

Muitos destes modelos foram destruídos nas corridas, outros sobreviveram. Hoje são destaques em eventos e exposições prestigiadas, como Amelia Island Concours, Mille Miglia Storica, Pebble Beach e Villa d’Este. Recebem do público e juízes o mesmo respeito que as Ferraris e Maseratis de sua época.

 

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Há muito tempo não vejo um salão internacional do automóvel com lançamentos e protótipos tão fantásticos e numerosos. Veja algumas das estrelas do 2010 Paris Mondial de L’Automobile:

É apresentado ao publico a nova geração do Mercedes-Benz CLS, um pseudo-cupê com uma dianteira que tem a cara da Mercedes que imaginava para o século XXI. Destaque para sua traseira “rápida” e linhas laterais que me remetem aos 320 da década de 30.

O conversível 599 de série limitada chamada SA Aperta é uma homenagem da Ferrari a Sergio e Andreia Pininfarina. Mantém os diferentes aerofólios laterais do GTB Fiorano.

A volta de um Mini aos Rallys me alegrou, mas gostaria que fosse um Cooper.

Se o Range Rover Evoque for sucesso de vendas, será a consagração de uma nova classe de automóveis, fundada pelo BMW X6: os grandalhões não utilitários. Lembram-me os enormes e egoístas cupês americanos dos anos 50 com suas posições de dirigir alta.

Quase o desempenho de um GT3 com o conforto de um Carrera S, é o que promete o Porsche 911 Carrera GTS. Ainda de bandeja, a Porsche lançou um saudosista Speedster com a mecânica do GTS. Com o câmbio PDK, que oferece o mais moderno e ergonômico meio de se trocar marchas através de comandos atrás do volante (algo que o GT3 não oferece por ser mais purista), leva 4,2 segundos na aceleração da imobilidade a 100 km/h.

A Lotus apresenta cinco conceitos, renovando totalmente sua linha. O novo Elise, programado para 2015, vai sacrificar o lema de leveza do atual Elise e do fundador da Lotus, Colin Chapmam (Frases de Colin: “Para ganhar velocidade, adicione leveza” e “Aumentar a potência deixa você mais rápido nas retas; subtrair peso deixa você mais rápido em todo lugar”).

Outro modelo apresentado que renega o legado Lotus é o Eterne. Mais um que segue a moda dos “supercupês” de quatro portas, como Porsche Panamera e Aston Martin Rapide.

Parece que a atual proprietária da Lotus, a malaia Proton, só quer manter a tradição apenas nos nomes dos seus automóveis Lotus, como o novo Elite, um futuro conversível com capota rígida que será lançado em 2014, o “deformado” Elan e o arrojado Esprit. Os dois últimos modelos mencionados são para 2013.

Quem reservou uma interessante surpresa foi a Jaguar com seu C-X75 que celebra os 75 anos da marca. Um belo carro-conceito que tem linhas que fazem lembrar grandes carros do passado da Jaguar ( como a traseira do XJ13,  a entrada de ar frontal do E-Type e vidros laterais do XJ220), mas sua harmonia resulta em um visual de um superesportivo ultrapassado. Surpreende positivamente sua  propulsão por turbinas a gás, que auxilia motores elétricos nas rodas e geram uma trituradora retomada (80 a 145km/h) de 2,3 segundos!

E finalmente, o tão aguardado carro dos teasers misteriosos da Lamborghine foi revelado. O não tão fotogênico, nas imagens oficiais, Sesto Elemento Concept impressiona mais pela a vasta utilização de fibra de carbono reforçado com plástico do que o seu desenho “Reventón Evolution”. Propõe uma nova guerra entre os superesportivos atuais: o do menor peso-potência.  Obtendo uma relação de 1,75kg/cv, desempenha uma aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos!

Se futuramente uma derivação deste Lambo tiver estes mesmos valores e seja fabricado em série, aguardamos ansiosamente os resultados dinâmicos em algum race track, como Autozeitung test track, Top Gear track, Hockenheim ou Nordschleife . Caso seja o esperado, uma festa de coroamento no mundo automobilístico será realizada.

Fotos: AOL

Esta é a segunda parte da série Áurea Esportiva, que destaca o desenho dos pioneiros GTs com frente longa, baixa e bolhas de acrílico cobrindo os faróis (a primeira parte da série esta aqui).

O Ferrari 375MM Coupe Speciale é na verdade um Ferrari 375MM Spyder, ano 1954, com carroceria projetada e fabricada pelo estúdio de desenho automobilístico Pininfarina. O proprietário do Ferrari, o diretor de cinema Roberto Rossellini, danificou a parte dianteira do Spyder, que voltou para a fábrica e após a reparação do chassi, foi enviado para Carrozzeria Scaglietti, que projetou e fabricou os lendários Ferrari 250 GTO e Ferrari 250 GT California Spyder (futuros temas da série).

Com uma nova carroceria, o ex-spyder e agora Coupe, alcança velocidade máxima de 240 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em menos de 7 segundos. O projeto do seu motor V12, com 4523cc e 300 cavalos de potência, oriunda de F-1 de anos anteriores.

Scaglietti demorou em torno de um ano para construir o Coupe Speciale e foi seu primeiro GT com chassi Ferrari.

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Tendo como base mecânica o Ferrari 599 GTB Fiorano, o Ferrari P540 Superfast Aperta (Aperta significa “Aberto”) foi desenhado pelo estúdio Pininfarina.

O blog autoblog.nl antecipou com fotos este projeto em Maio, mas foi oficialmente apresentado pela Ferrari no ultimo dia 11 como o segundo superesportivo produzido por encomenda pelo departamento de projetos especiais.

Na entrega do Superfast Aperta, o milionário que o encomendou disse: “Este é o presente de Natal mais especial da minha vida.”

Ele é uma interpretação moderna do Ferrari 330LMB, com carroceria Fantuzzi, para o filme Histoires Extraordinaires, de 1968.

Frente baixa e bolhas de acrílico cobrindo os faróis é um clássico desenho esportivo. Esta configuração foram bastante utilizados nas décadas de 50 e 60 pelos fabricantes de automóveis esportivos e estúdios de desenho automobilístico.

A série Áurea Esportiva vai mostrar automóveis com essas características e que se tornaram obras de Arte.

O 375 America Coupe foi um dos primeiros esportivos do estúdio Pininfarina com motor e chassi Ferrari. Foi desenvolvido para o mercado norte-americano.

Possui motor V12 com 4523cc, 300cv de potência e acelera de 0 a 100km/h em menos de 7 segundos. Os números de seu desempenho e o desenho de sua carroceria são impressionantes para um veículo de rua fabricado em 1953.

Um esportivo de uma época em que os hoje estúdios de desenho automobilístico eram fabricantes de carrocerias especiais que não eram fabricadas em massa. O desenho deste 375 America Coupe das imagens é único entre os 8 Ferrari 375 America construídos por Pininfarina.

Fotos: RM Auctions


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Dois vídeos em HD com o mais novo lançamento da marca do cavalinho rampante, é só clicar na imagem.

O primeiro vídeo é promocional da Ferrari e mostra de dentro do carro (interior ousado para o padrão Ferrari) um passeio em um circuito;
O segundo vídeo mostras fotos em modo slide com o som original do carro.

Sempre gostei das pequenas Ferraris (as mais “acessíveis” e que possuem motor V8), desde o Dino 246 GT (que tinha motor V6), passando pela imortal 308 Quattrovalvole, a elegante 348, a perfeita F355 até as modernosas 360 Modena e F430.

A nova Ferrari 458 Italia não me surpreendeu, na matéria design. Gostei do desenho do cockpit, dos vincos laterais e da traseira, mas a parte frontal eu não gostei.
O capô sobrepondo ao farol é de um estilo duvidoso, parece que o Studio Pininfarina tirou a inspiração de alguma revista européia de tuning! A grade frontal poderia ter um desenho mais tradicional, como a da Califórnia e da Fiorano.

Como o carro é a evolução de uma linha, o desempenho também evoluiu. O seu antecessor, a F430, fazia da imobilidade até 100km/h o tempo de 4 segundos e tinha a velocidade máxima de 315km/h. Já a nova 458 Italia, leva 3,4 segundos de 0 até 100km/h e máxima de 325km/h.